Certamente a vida vai se encarregar de separar os velhos amigos, de colocar a tal distância enorme entre os verdadeiros irmãos e irmãs que nos foram permitidos escolher, unir pelo afeto e guardar no coração e, talvez, mudar o rumo de tantos planos para um futuro sem a partida de alguém. Sem dúvidas haverão despedidas, momentos de diversão adiados pela responsabilidade do trabalho, estudos ou da nova vida que cada um terá de levar.
É, chegou a hora em que as bonecas deram lugar aos grandes e grossos livros, e que a escola passou a se chamar universidade! Muito em breve as carteias do lado não serão de nossos amigos tão queridos e o espaço vazio será preenchido por colegas de trabalho, desconhecidos, entre outras pessoas que provavelmente não veremos com os mesmo olhos carinhosos que estão acostumados a enxergar o verdadeiro sentido da amizade.
No entanto, as verdadeiras amizades não se perdem pelo simples fato da convivência ter que ficar de lado. Não devemos JAMAIS esquecer àqueles que nos fizeram sorrir, que nos deram apoio e, principalmente, àqueles que em momento algum deixou com que os problemas fossem maiores do que a nossa vontade de lutar e que sempre teve a mão estendida nos momentos de fraqueza.
Contudo, não importa quantos quilômetros de distância a vida coloque entre nós e as pessoas de quem tanto gostamos. Não importa o tempo que ficaremos sem nos ver e também não importa as voltas que os planos e sonhos dão, estaremos sempre juntos, unidos por um laço que força nenhuma é capaz de destruir. Alguns chamam esse laço de amizade, eu prefiro chamá-lo de irmandade, companheirismo de algumas pessoas que talvez tenham uma passagem rápida no meu ciclo de convívio, mas que eternamente estão ligadas a minha história e à momentos que às vezes serão os mais importantes da minha vida. E destes, eu nunca vou me esquecer, eles nunca irão se perder.